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A Cannabis Pode Ajudar na Insônia?

Como Age a Cannabis

Já existe muito interesse no tratamento da insônia por meio da cannabis, uma vez que pesquisas iniciais demonstraram que a planta certamente tem um impacto significativo sobre o sono. Isso parece ser o resultado, em grande parte, da maneira como a maconha afeta o sistema endocanabinoide do corpo humano. 

O sistema endocanabinoide é um dos principais sistemas de nosso organismo e desempenha o importante papel de manter nossa homeostase (ou equilíbrio interno). Ele também estimula algumas das funções mais importantes do nosso corpo, como: 

  • Resposta ao estresse
  • Inflamação
  • Energia
  • Humor
  • Criação de memória
  • Controle muscular
  • Fome
  • Dor
  • Sono

O sistema endocanabinoide é formado por três elementos centrais: endocanabinoides, enzimas e receptores de endocanabinoides. Substâncias químicas produzidas pelo corpo humano, curiosamente os endocanabinoides têm muitas semelhanças estruturais com os canabinoides da cannabis. Quando atuam de forma adequada, esses endocanabinoides se ligam aos receptores de endocanabinoides (chamados de receptores CB1 e CB2), os quais são encontrados na superfície das células em todo o corpo. Depois, as enzimas se encarregam de quebrar os endocanabinoides e os eliminar do nosso organismo. 

Interessante notar que o sistema endocanabinoide também pode ser estimulado por fitocanabinoides (alguns dos ingredientes ativos da cannabis, geralmente chamados apenas de canabinoides). Essas moléculas também podem ativar os receptores CB1 e CB2 para estimular funções corporais cruciais e restaurar o equilíbrio. É por isso que a cannabis pode oferecer tantos benefícios à saúde.  

Quando se trata de dormir, a ativação desses receptores pode ser particularmente útil, pois a sinalização do sistema endocanabinoide parece regular alguns aspectos do sono. Por exemplo, os pesquisadores notaram que a ativação dos receptores CB1 tende a induzir o sono.

Estudos em camundongos também descobriram que a ativação do CB1 estava associada a alterações na estabilidade e duração dos estágios do sono sem movimento rápido dos olhos (NREM), os quais são cruciais para uma boa noite de descanso. 

Além disso, os pesquisadores fizeram testes para verificar se a sinalização do CB1 era necessária para a homeostase do sono – a maneira pela qual os seres humanos respondem à perda de sono: dormindo mais profundamente e por períodos mais longos, recuperando, dessa forma, o atraso. Nestes estudos, os ratos foram privados de sono e tiveram sua sinalização do CB1 bloqueada. Ainda assim, esse bloqueio não pareceu reduzir a quantidade de recuperação do sono NREM após a privação. Quando lhes era permitido, esses ratos dormiam mais ainda por conta do sono perdido. Os autores afirmam que este trabalho serve de apoio à ideia de que a sinalização do endocanabinoide via CB1 é necessária para estágios longos e estáveis do sono NREM, mas pode não ser necessária para a homeostase do sono em geral. 

Portanto, fica claro que a sinalização do endocanabinoide – principalmente via CB1 – desempenha um papel importante na regulação do sono. Ainda assim, não ficou claro nesta pesquisa de que forma exatamente a cannabis pode afetar o sono dos seres humanos quando usada no tratamento da insônia. Para isso, precisaremos analisar a pesquisa clínica.

Insônia e Cannabis

Quando se trata de cannabis e insônia, há um longo histórico de usuários que usufruem dos benefícios da planta para dormir melhor já na Antiguidade as pessoas notaram os efeitos sedativos resultantes de alguns tipos de cannabis. 

Pesquisas recentes com usuários de maconha também relatam tendências semelhantes. Uma delas, de 2018, com 1.000 usuários que fazem uso recreativo da planta, descobriu que 74% recorreram à cannabis para ajudá-los a dormir; 84% relataram sucesso. É importante ressaltar que mais de 83% dos pesquisados afirmou que reduziu ou deixou de utilizar outros recursos para dormir após ter experimentado a cannabis. 

Ainda assim, a pesquisa sobre a cannabis e o sono está em estágio inicial, e os especialistas ainda não sabem se esta é uma solução útil ou se pode trazer efeitos negativos a longo prazo. A escassez de pesquisas sobre este importante tópico deve-se em grande parte ao status regulatório e legal da cannabis até recentemente.  

Algumas pesquisas apontaram para a capacidade da cannabis de diminuir o tempo necessário para adormecer. Por exemplo, um estudo sobre insones fisicamente saudáveis testou os efeitos do THC nos padrões de sono durante um período de seis semanas. Eles descobriram que o THC reduziu significativamente o tempo que pessoas insones saudáveis levam para adormecer e também a quantidade de vezes que os participantes acordaram na primeira metade da noite. 

Neste estudo, os indivíduos experimentaram um efeito adverso –  uma ressaca ou a continuação da sensação de “high” no dia seguinte. Como isso se tornou mais forte com o aumento da dose, os pesquisadores passaram a recomendar doses inferiores a 30 mg de THC. 

Outras pesquisas sugerem que doses menores também podem ser mais adequadas por outras razões. Um estudo apontou que a quantidade interfere em seu efeito em relação ao período necessário para o usuário adormecer – enquanto doses mais baixas diminuem esse tempo, as mais altas o prologam. 

Além da dose, a cepa e a composição química também podem afetar o impacto da cannabis no sono. Em um estudo, os pesquisadores examinaram as preferências por variedades da planta entre usuários com distúrbios do sono, e descobriu que havia algumas tendências notáveis. Aqueles que a usavam para aliviar pesadelos, por exemplo, preferiam a Sativa à Indica, enquanto aqueles que atualmente sofrem de insônia e também levam mais tempo para adormecer tendem a optar pelas cepas mais ricas em CBD. Claro, devemos analisar pesquisas sobre distinções entre Sativa e Indica com cautela, uma vez que, como frequentemente observado, estas distinções realmente não significam muito em termos de diferenças genéticas ou quimiotípicas – isso indica que diferentes perfis químicos podem funcionar melhor para um ou outro aspecto da regulação do sono. 

Ambos os fatores, juntamente com as diferenças genéticas entre os usuários da cannabis de uso medicinal, podem ajudar a explicar por que alguns estudos relatam benefícios para o sono, enquanto outros dizem que ela pode causar problemas.  

Por exemplo, alguns pesquisadores argumentam que, embora o THC possa ajudar algumas pessoas a dormir mais rápido, isso pode ter um impacto negativo no sono em geral. Uma pesquisa que reforça essa ideia reportou que os usuários de cannabis tendem a ter mais distúrbios do sono do que aqueles que não a usam. 

Estudos também indicaram que o CBD pode ser um auxiliador do sono. Uma revisão da literatura de 2017 descobriu que o CBD pode ser útil para o tratamento de distúrbios do comportamento do sono REM (durante o qual as pessoas vivenciam seus sonhos fisicamente) e da sonolência excessiva durante o dia. 

Embora mais pesquisas sejam necessárias para entender as diferentes maneiras pelas quais a cannabis pode afetar o sono, a maioria dos artigos da literatura médica afirma que há evidências de que a planta pode ser de ajuda nessa área – principalmente para aqueles com outros problemas de saúde além deste. Por exemplo, uma meta-análise sobre a cannabis de 2017, da Academia Nacional de Ciências, relatou ter encontrado evidências moderadas de que os canabinoides podem melhorar os resultados do sono a curto prazo em pacientes com distúrbios do sono associados à apneia obstrutiva, fibromialgia, dor crônica ou esclerose múltipla. Portanto, a inclusão da cannabis na dieta pode ser benéfica de várias maneiras, inclusive ajudando a melhorar o sono, o que indiretamente pode melhorar os resultados para o problema subjacente, além de aliviar os sintomas de dor crônica e de outros distúrbios.

Um artigo de 2017 da Universidade da Pensilvânia concorda que a cannabis pode melhorar o sono de pessoas com apnéia obstrutiva do sono e dor crônica, e também observa que a planta pode reduzir os pesadelos associados ao TEPT. 

Ainda assim, ambos os artigos alertam que ainda se faz necessária muita pesquisa. Embora haja boas evidências apontando para os benefícios da cannabis em relação ao sono, precisamos de mais testes clínicos em pacientes com insônia para desenvolver tratamentos confiáveis.

Sobre a Insônia

Visão Geral

A insônia é um distúrbio muito comum que afeta o sono. Pessoas com insônia têm dificuldade em adormecer, continuar dormindo ou ambos. Estima-se que aproximadamente 60 milhões de norte-americanos são afetados pela insônia a cada ano. Um em cada três adultos apresenta sintomas leves, e um em cada sete sofre de insônia crônica, sendo que mulheres e idosos são mais propensos a desenvolvê-la. Sono ruim ou inadequado pode afetar todos os aspectos da vida, reduzindo os níveis de energia, concentração, memória, capacidade de atuar e até mesmo se tornar um fator de risco em doenças crônicas.

Existem várias maneiras de classificar a insônia: 

  • Insônia aguda é quando você tem problemas para dormir por um curto período de tempo. Geralmente é provocada por estresse ou mudanças na vida, como ter que enfrentar uma prova difícil ou uma entrevista de emprego, viajar para lugares distantes ou ouvir más notícias. A insônia aguda pode desaparecer sozinha depois que você se ajustar às mudanças em sua vida ou quando terminar o período de estresse.
  • Insônia crônica é aquela que dura um longo período de tempo. Considera-se insônia crônica quando alguém enfrenta problemas para dormir no mínimo 3 noites por semana, por pelo menos 3 meses.
  • Insônia primária é aquela que não tem nenhuma causa externa evidente.
  • Insônia secundária, ou insônia comórbida, contrasta com a primária. Aqui, os problemas de sono são causados por um desencadeador externo, como um medicamento, cafeína, um outro problema de saúde ou outros distúrbios do sono, como a apnéia. Muitas vezes, humores como ansiedade e depressão podem se apresentar sob a forma de insônia. Geralmente, a versão secundária desaparece sozinha, desde que se resolva a causa subjacente.
  • Insônia inicial significa que você tem problemas para adormecer.
  • Insônia de manutenção (ou sono fragmentado) significa que você não tem problemas para adormecer, mas que acorda muito cedo ou no meio da noite. Ou seja, dificilmente permanece dormindo por longos períodos de tempo.

Observação: é possível ter mais de um desses tipos de distúrbio do sono ao mesmo tempo. Por exemplo, as pessoas podem sofrer de insônia crônica e de outros fatores que também contribuem para a insônia, como higiene precária, depressão, ansiedade ou outra causa externa. Isso pode agravar a insônia primária.

Sintomas

O principal sintoma da insônia é a dificuldade para dormir, mas pode ser mais do que isso. Os sintomas associados à insônia incluem:

  • Permanecer acordado por um longo período antes de adormecer.
  • Acordar no meio da noite, ou após um curto período de tempo, e não conseguir voltar a dormir.
  • Não se sentir revigorado ao despertar pela manhã.
  • Sentir-se cansado e com sono ao longo do dia.

A insônia também pode dificultar a concentração e o foco durante o dia. Você pode aparentar mais irritação do que o habitual, e perceber que comete erros por descuido, mesmo se concentrando. Também pode sentir-se deprimido e ansioso. Pessoas com insônia geralmente se preocupam com o fato de não conseguir dormir o suficiente, o que só reforça a dificuldade de dormir.

Quando Consultar um Médico?

Sentir-se cansado pode parecer algo comum na vida agitada do século XXI, mas a insônia não é algo que deva ser ignorado. Se seus problemas de sono estão afetando a maneira como você atua durante o dia, é hora de consultar o médico. Pode ser sinal de um distúrbio de saúde subjacente ou ser causado por algo tratável como apnéia do sono. 

A insônia também pode causar outros problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, obesidade ou pressão alta, e problemas de saúde mental, como depressão. A sonolência também é a causa de quase 20% de todos os acidentes graves de carro, além de aumentar o risco de queda em pessoas idosas. Tudo isso faz com que seja muito importante tratá-la o mais rápido possível.

Causas

A insônia pode ter muitas causas diferentes. Se você tiver insônia primária, ela pode estar sendo causada por estresse, transtornos emocionais, viagens, horários de trabalho (como turnos que interferem no seu ciclo habitual de sono), ou eventos importantes da vida que perturbam sua rotina.

A insônia secundária também pode ter várias causas, incluindo:

  • Distúrbios emocionais ou de saúde mental: depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) podem afetar seu sono. 
  • Distúrbios neurológicos: as doenças de Alzheimer e de Parkinson são apenas dois dos distúrbios neurológicos que podem levar à insônia. 
  • Dor crônica e/ou desconforto: devido a dores de cabeça, dores nas articulações (como artrite), dores gástricas (como SII), azia e outros problemas de saúde que causam desconforto suficiente para impedir que você durma bem. 
  • Problemas médicos: tireóide hiperativa, asma, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, diabetes, câncer e outros distúrbios médicos. 
  • Menopausa e ondas de calor.
  • Distúrbios do sono como apnéia ou síndrome das pernas inquietas. 
  • Medicamentos: alguns medicamentos como antialérgicos para asma, drogas para pressão alta, betabloqueadores e alguns produtos para perda de peso podem dificultar o sono.
  • Outras substâncias: cafeína, nicotina e álcool em excesso podem causar insônia.

Às vezes, a insônia não apresenta melhora mesmo depois de sua causa original desaparecer. Isso ocorre porque seu corpo já desenvolveu maus hábitos de sono que permanecem depois de a causa subjacente ter sido tratada.

Fatores de Risco

Qualquer pessoa pode desenvolver a insônia, mas há pessoas propensas a ela. Aqui estão alguns hábitos de vida e fatores de risco que aumentam suas chances de perder o sono:

  • Gênero: as mulheres têm mais insônia do que os homens, sendo que 1 em cada 4 sofrendo com isso em alguma época de sua vida. Acredita-se que as alterações hormonais ao longo do ciclo menstrual, durante a menopausa ou a gravidez interrompam os padrões de sono saudável. 
  • Idade: as pessoas idosas tendem a ter mais dificuldade para dormir, principalmente devido aos problemas de saúde subjacentes, mais comuns nessa fase da vida, bem como a uma redução na atividade física. 
  • Estresse: se você está sob muito estresse no trabalho, em sua vida pessoal ou emocional, é mais provável que tenha insônia. 
  • Horário de sono irregular: as pessoas que trabalham em turnos noturnos ou viajam com frequência, dormem demais durante o dia ou geralmente não o fazem regularmente têm mais chances de ter problemas para dormir. 
  • Maus hábitos de sono: comer uma refeição pesada, consumir cafeína ou outros estimulantes, ou usar computadores e smartphones pouco antes de dormir, pode interferir no seu ciclo de sono.

Tratamento

Existem muitos tratamentos para a insônia, mas você tem que dedicar algum tempo experimentando-os até encontrar aquele que melhor funciona no seu caso. Sempre o primeiro passo é descobrir se sua insônia é causada por um problema de saúde subjacente ou alguma causa externa, como um ambiente de sono ruim, e corrigir esse problema. O próximo passo é otimizar a higiene do sono e fazer mudanças no estilo de vida que contribuam para um descanso de alta qualidade.  

Medicamentos para a Insônia

Existem diferentes tipos de pílulas para dormir que ajudam você a adormecer mais rapidamente e a permanecer neste estado, mas nenhuma delas é uma solução de longo prazo. Muitos remédios para dormir tornam-se menos eficazes com o tempo de uso, o que pode levar ao abuso e à dependência deles para dormir. É melhor considerar as pílulas para dormir apenas como parte de uma solução de longo prazo, que deve ser focada em terapias e mudanças no estilo de vida. 

Alguns medicamentos podem fazer você se sentir grogue na manhã seguinte ou ter outros efeitos colaterais.  

Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) para insônia ensina como quebrar seu ciclo, superando a ansiedade pelo sono e aprendendo a relaxar. A TCC é conduzida por um terapeuta, geralmente uma vez por semana, durante 2-3 meses. A maioria das pessoas que experimenta TCC para insônia acha que ela é tão eficaz quanto a medicação, e que persiste por muito mais tempo. 

Com a TCC, você aprenderá técnicas de relaxamento, estratégias para ajudá-lo a controlar sua ansiedade por adormecer e melhores hábitos de sono.

Você pode tentar a restrição do sono, que limita a quantidade de tempo que pode passar na cama e elimina todos os cochilos durante o dia, para ficar cansado o suficiente e dormir adequadamente à noite. 

Às vezes, a terapia com luz é usada como parte da TCC, para redefinir o relógio corporal e ajudá-lo a reconhecer que chegou a hora de dormir. 

Terapias Alternativas, Suplementos e Auxiliares de Sono

Algumas pessoas com insônia recorrem às terapias alternativas, como hipnose, acupuntura, meditação e yoga.

O suporte alternativo ao sono inclui:

  • Melatonina
  • Estrato ou chá de valeriana
  • Suplementos de L-triptofano
  • Anti-histamínicos 
  • Fitoterápicos

Os remédios naturais e à base de plantas não são regulamentados pelo FDA. Portanto, seu poder pode variar e eles podem não corresponder à publicidade. Além disso, alguns auxiliares do sono interagem mal com alguns medicamentos prescritos. Você deve sempre consultar seu médico antes de começar a usar um novo produto. 

Mudanças no Estilo de Vida

Por conta própria, você pode fazer muita coisa para desenvolver hábitos saudáveis e obter o descanso necessário. Aqui estão algumas das principais maneiras de melhorar sua saúde do sono:

  • Não faça refeições pesadas pouco antes de dormir, pois isso pode causar uma azia que o manterá acordado.
  • Evite estimulantes como cafeína, nicotina e refrigerantes como Coca-Cola ou Pepsi. Algumas pessoas são mais sensíveis a essas substâncias e precisam parar de tomá-las no início do dia para poder dormir bem à noite.
  • Evite fazer exercícios exaustivos algumas horas antes de ir dormir.
  • Verifique se nenhum dos seus medicamentos, como remédios para resfriado ou alergia vendidos sem receita, tem a insônia como efeito colateral.
  • Não beba álcool pouco antes de ir dormir. Embora possa ajudá-lo a adormecer, também faz com que você durma mais levemente e acorde muito cedo.
  • Determine a melhor hora de ir dormir, a qual o ajude a relaxar antes de dormir. Pode ser útil ouvir música tranquila, tomar um banho quente ou ler um livro.
  • Evite usar computadores ou smartphones pouco antes de ir dormir, porque a luz azul da tela afeta os sinais que seu cérebro envia ao seu corpo na preparação para dormir.
  • Prepare um ambiente propício ao sono, com a temperatura certa, escuro e silencioso. Tire todas as distrações do seu quarto, incluindo TV ou computador, tornando-o um lugar exclusivo para dormir.
  • Estabeleça um horário de sono regular para que você durma e acorde na mesma hora todos os dias, inclusive nos fins de semana e feriados. Isso ajuda seu corpo a se preparar para dormir, liberando os hormônios certos a tempo.
  • Tente evitar cochilos durante o dia, mesmo se estiver cansado. Isso pode prejudicar o ciclo de sono do seu corpo e dificultar ainda mais o descanso na noite seguinte.
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10 min

A Cannabis Pode Ajudar na Insônia?

por Emily Earlenbaugh, PhD

Sep 23, 2019

Como Age a Cannabis

Já existe muito interesse no tratamento da insônia por meio da cannabis, uma vez que pesquisas iniciais demonstraram que a planta certamente tem um impacto significativo sobre o sono. Isso parece ser o resultado, em grande parte, da maneira como a maconha afeta o sistema endocanabinoide do corpo humano. 

O sistema endocanabinoide é um dos principais sistemas de nosso organismo e desempenha o importante papel de manter nossa homeostase (ou equilíbrio interno). Ele também estimula algumas das funções mais importantes do nosso corpo, como: 

  • Resposta ao estresse
  • Inflamação
  • Energia
  • Humor
  • Criação de memória
  • Controle muscular
  • Fome
  • Dor
  • Sono 

O sistema endocanabinoide é formado por três elementos centrais: endocanabinoides, enzimas e receptores de endocanabinoides. Substâncias químicas produzidas pelo corpo humano, curiosamente os endocanabinoides têm muitas semelhanças estruturais com os canabinoides da cannabis. Quando atuam de forma adequada, esses endocanabinoides se ligam aos receptores de endocanabinoides (chamados de receptores CB1 e CB2), os quais são encontrados na superfície das células em todo o corpo. Depois, as enzimas se encarregam de quebrar os endocanabinoides e os eliminar do nosso organismo. 

Interessante notar que o sistema endocanabinoide também pode ser estimulado por fitocanabinoides (alguns dos ingredientes ativos da cannabis, geralmente chamados apenas de canabinoides). Essas moléculas também podem ativar os receptores CB1 e CB2 para estimular funções corporais cruciais e restaurar o equilíbrio. É por isso que a cannabis pode oferecer tantos benefícios à saúde.  

Quando se trata de dormir, a ativação desses receptores pode ser particularmente útil, pois a sinalização do sistema endocanabinoide parece regular alguns aspectos do sono. Por exemplo, os pesquisadores notaram que a ativação dos receptores CB1 tende a induzir o sono.

Estudos em camundongos também descobriram que a ativação do CB1 estava associada a alterações na estabilidade e duração dos estágios do sono sem movimento rápido dos olhos (NREM), os quais são cruciais para uma boa noite de descanso. 

Além disso, os pesquisadores fizeram testes para verificar se a sinalização do CB1 era necessária para a homeostase do sono – a maneira pela qual os seres humanos respondem à perda de sono: dormindo mais profundamente e por períodos mais longos, recuperando, dessa forma, o atraso. Nestes estudos, os ratos foram privados de sono e tiveram sua sinalização do CB1 bloqueada. Ainda assim, esse bloqueio não pareceu reduzir a quantidade de recuperação do sono NREM após a privação. Quando lhes era permitido, esses ratos dormiam mais ainda por conta do sono perdido. Os autores afirmam que este trabalho serve de apoio à ideia de que a sinalização do endocanabinoide via CB1 é necessária para estágios longos e estáveis do sono NREM, mas pode não ser necessária para a homeostase do sono em geral. 

Portanto, fica claro que a sinalização do endocanabinoide – principalmente via CB1 – desempenha um papel importante na regulação do sono. Ainda assim, não ficou claro nesta pesquisa de que forma exatamente a cannabis pode afetar o sono dos seres humanos quando usada no tratamento da insônia. Para isso, precisaremos analisar a pesquisa clínica.

Insônia e Cannabis

Quando se trata de cannabis e insônia, há um longo histórico de usuários que usufruem dos benefícios da planta para dormir melhor já na Antiguidade as pessoas notaram os efeitos sedativos resultantes de alguns tipos de cannabis. 

Pesquisas recentes com usuários de maconha também relatam tendências semelhantes. Uma delas, de 2018, com 1.000 usuários que fazem uso recreativo da planta, descobriu que 74% recorreram à cannabis para ajudá-los a dormir; 84% relataram sucesso. É importante ressaltar que mais de 83% dos pesquisados afirmou que reduziu ou deixou de utilizar outros recursos para dormir após ter experimentado a cannabis. 

Ainda assim, a pesquisa sobre a cannabis e o sono está em estágio inicial, e os especialistas ainda não sabem se esta é uma solução útil ou se pode trazer efeitos negativos a longo prazo. A escassez de pesquisas sobre este importante tópico deve-se em grande parte ao status regulatório e legal da cannabis até recentemente.  

Algumas pesquisas apontaram para a capacidade da cannabis de diminuir o tempo necessário para adormecer. Por exemplo, um estudo sobre insones fisicamente saudáveis testou os efeitos do THC nos padrões de sono durante um período de seis semanas. Eles descobriram que o THC reduziu significativamente o tempo que pessoas insones saudáveis levam para adormecer e também a quantidade de vezes que os participantes acordaram na primeira metade da noite. 

Neste estudo, os indivíduos experimentaram um efeito adverso –  uma ressaca ou a continuação da sensação de “high” no dia seguinte. Como isso se tornou mais forte com o aumento da dose, os pesquisadores passaram a recomendar doses inferiores a 30 mg de THC. 

Outras pesquisas sugerem que doses menores também podem ser mais adequadas por outras razões. Um estudo apontou que a quantidade interfere em seu efeito em relação ao período necessário para o usuário adormecer – enquanto doses mais baixas diminuem esse tempo, as mais altas o prologam. 

Além da dose, a cepa e a composição química também podem afetar o impacto da cannabis no sono. Em um estudo, os pesquisadores examinaram as preferências por variedades da planta entre usuários com distúrbios do sono, e descobriu que havia algumas tendências notáveis. Aqueles que a usavam para aliviar pesadelos, por exemplo, preferiam a Sativa à Indica, enquanto aqueles que atualmente sofrem de insônia e também levam mais tempo para adormecer tendem a optar pelas cepas mais ricas em CBD. Claro, devemos analisar pesquisas sobre distinções entre Sativa e Indica com cautela, uma vez que, como frequentemente observado, estas distinções realmente não significam muito em termos de diferenças genéticas ou quimiotípicas – isso indica que diferentes perfis químicos podem funcionar melhor para um ou outro aspecto da regulação do sono. 

Ambos os fatores, juntamente com as diferenças genéticas entre os usuários da cannabis de uso medicinal, podem ajudar a explicar por que alguns estudos relatam benefícios para o sono, enquanto outros dizem que ela pode causar problemas.  

Por exemplo, alguns pesquisadores argumentam que, embora o THC possa ajudar algumas pessoas a dormir mais rápido, isso pode ter um impacto negativo no sono em geral. Uma pesquisa que reforça essa ideia reportou que os usuários de cannabis tendem a ter mais distúrbios do sono do que aqueles que não a usam. 

Estudos também indicaram que o CBD pode ser um auxiliador do sono. Uma revisão da literatura de 2017 descobriu que o CBD pode ser útil para o tratamento de distúrbios do comportamento do sono REM (durante o qual as pessoas vivenciam seus sonhos fisicamente) e da sonolência excessiva durante o dia. 

Embora mais pesquisas sejam necessárias para entender as diferentes maneiras pelas quais a cannabis pode afetar o sono, a maioria dos artigos da literatura médica afirma que há evidências de que a planta pode ser de ajuda nessa área – principalmente para aqueles com outros problemas de saúde além deste. Por exemplo, uma meta-análise sobre a cannabis de 2017, da Academia Nacional de Ciências, relatou ter encontrado evidências moderadas de que os canabinoides podem melhorar os resultados do sono a curto prazo em pacientes com distúrbios do sono associados à apneia obstrutiva, fibromialgia, dor crônica ou esclerose múltipla. Portanto, a inclusão da cannabis na dieta pode ser benéfica de várias maneiras, inclusive ajudando a melhorar o sono, o que indiretamente pode melhorar os resultados para o problema subjacente, além de aliviar os sintomas de dor crônica e de outros distúrbios.

Um artigo de 2017 da Universidade da Pensilvânia concorda que a cannabis pode melhorar o sono de pessoas com apnéia obstrutiva do sono e dor crônica, e também observa que a planta pode reduzir os pesadelos associados ao TEPT. 

Ainda assim, ambos os artigos alertam que ainda se faz necessária muita pesquisa. Embora haja boas evidências apontando para os benefícios da cannabis em relação ao sono, precisamos de mais testes clínicos em pacientes com insônia para desenvolver tratamentos confiáveis.

Sobre a Insônia

Visão Geral

A insônia é um distúrbio muito comum que afeta o sono. Pessoas com insônia têm dificuldade em adormecer, continuar dormindo ou ambos. Estima-se que aproximadamente 60 milhões de norte-americanos são afetados pela insônia a cada ano. Um em cada três adultos apresenta sintomas leves, e um em cada sete sofre de insônia crônica, sendo que mulheres e idosos são mais propensos a desenvolvê-la. Sono ruim ou inadequado pode afetar todos os aspectos da vida, reduzindo os níveis de energia, concentração, memória, capacidade de atuar e até mesmo se tornar um fator de risco em doenças crônicas.

Existem várias maneiras de classificar a insônia: 

  • Insônia aguda é quando você tem problemas para dormir por um curto período de tempo. Geralmente é provocada por estresse ou mudanças na vida, como ter que enfrentar uma prova difícil ou uma entrevista de emprego, viajar para lugares distantes ou ouvir más notícias. A insônia aguda pode desaparecer sozinha depois que você se ajustar às mudanças em sua vida ou quando terminar o período de estresse.
  • Insônia crônica é aquela que dura um longo período de tempo. Considera-se insônia crônica quando alguém enfrenta problemas para dormir no mínimo 3 noites por semana, por pelo menos 3 meses.
  • Insônia primária é aquela que não tem nenhuma causa externa evidente.
  • Insônia secundária, ou insônia comórbida, contrasta com a primária. Aqui, os problemas de sono são causados por um desencadeador externo, como um medicamento, cafeína, um outro problema de saúde ou outros distúrbios do sono, como a apnéia. Muitas vezes, humores como ansiedade e depressão podem se apresentar sob a forma de insônia. Geralmente, a versão secundária desaparece sozinha, desde que se resolva a causa subjacente.
  • Insônia inicial significa que você tem problemas para adormecer.
  • Insônia de manutenção (ou sono fragmentado) significa que você não tem problemas para adormecer, mas que acorda muito cedo ou no meio da noite. Ou seja, dificilmente permanece dormindo por longos períodos de tempo.

Observação: é possível ter mais de um desses tipos de distúrbio do sono ao mesmo tempo. Por exemplo, as pessoas podem sofrer de insônia crônica e de outros fatores que também contribuem para a insônia, como higiene precária, depressão, ansiedade ou outra causa externa. Isso pode agravar a insônia primária.

Sintomas

O principal sintoma da insônia é a dificuldade para dormir, mas pode ser mais do que isso. Os sintomas associados à insônia incluem:

  • Permanecer acordado por um longo período antes de adormecer.
  • Acordar no meio da noite, ou após um curto período de tempo, e não conseguir voltar a dormir.
  • Não se sentir revigorado ao despertar pela manhã.
  • Sentir-se cansado e com sono ao longo do dia.

A insônia também pode dificultar a concentração e o foco durante o dia. Você pode aparentar mais irritação do que o habitual, e perceber que comete erros por descuido, mesmo se concentrando. Também pode sentir-se deprimido e ansioso. Pessoas com insônia geralmente se preocupam com o fato de não conseguir dormir o suficiente, o que só reforça a dificuldade de dormir.

Quando Consultar um Médico?

Sentir-se cansado pode parecer algo comum na vida agitada do século XXI, mas a insônia não é algo que deva ser ignorado. Se seus problemas de sono estão afetando a maneira como você atua durante o dia, é hora de consultar o médico. Pode ser sinal de um distúrbio de saúde subjacente ou ser causado por algo tratável como apnéia do sono. 

A insônia também pode causar outros problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, obesidade ou pressão alta, e problemas de saúde mental, como depressão. A sonolência também é a causa de quase 20% de todos os acidentes graves de carro, além de aumentar o risco de queda em pessoas idosas. Tudo isso faz com que seja muito importante tratá-la o mais rápido possível.

Causas

A insônia pode ter muitas causas diferentes. Se você tiver insônia primária, ela pode estar sendo causada por estresse, transtornos emocionais, viagens, horários de trabalho (como turnos que interferem no seu ciclo habitual de sono), ou eventos importantes da vida que perturbam sua rotina.

A insônia secundária também pode ter várias causas, incluindo:

  • Distúrbios emocionais ou de saúde mental: depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) podem afetar seu sono. 
  • Distúrbios neurológicos: as doenças de Alzheimer e de Parkinson são apenas dois dos distúrbios neurológicos que podem levar à insônia. 
  • Dor crônica e/ou desconforto: devido a dores de cabeça, dores nas articulações (como artrite), dores gástricas (como SII), azia e outros problemas de saúde que causam desconforto suficiente para impedir que você durma bem. 
  • Problemas médicos: tireóide hiperativa, asma, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, diabetes, câncer e outros distúrbios médicos. 
  • Menopausa e ondas de calor.
  • Distúrbios do sono como apnéia ou síndrome das pernas inquietas. 
  • Medicamentos: alguns medicamentos como antialérgicos para asma, drogas para pressão alta, betabloqueadores e alguns produtos para perda de peso podem dificultar o sono.
  • Outras substâncias: cafeína, nicotina e álcool em excesso podem causar insônia.

Às vezes, a insônia não apresenta melhora mesmo depois de sua causa original desaparecer. Isso ocorre porque seu corpo já desenvolveu maus hábitos de sono que permanecem depois de a causa subjacente ter sido tratada.

Fatores de Risco

Qualquer pessoa pode desenvolver a insônia, mas há pessoas propensas a ela. Aqui estão alguns hábitos de vida e fatores de risco que aumentam suas chances de perder o sono:

  • Gênero: as mulheres têm mais insônia do que os homens, sendo que 1 em cada 4 sofrendo com isso em alguma época de sua vida. Acredita-se que as alterações hormonais ao longo do ciclo menstrual, durante a menopausa ou a gravidez interrompam os padrões de sono saudável. 
  • Idade: as pessoas idosas tendem a ter mais dificuldade para dormir, principalmente devido aos problemas de saúde subjacentes, mais comuns nessa fase da vida, bem como a uma redução na atividade física. 
  • Estresse: se você está sob muito estresse no trabalho, em sua vida pessoal ou emocional, é mais provável que tenha insônia. 
  • Horário de sono irregular: as pessoas que trabalham em turnos noturnos ou viajam com frequência, dormem demais durante o dia ou geralmente não o fazem regularmente têm mais chances de ter problemas para dormir. 
  • Maus hábitos de sono: comer uma refeição pesada, consumir cafeína ou outros estimulantes, ou usar computadores e smartphones pouco antes de dormir, pode interferir no seu ciclo de sono.

Tratamento

Existem muitos tratamentos para a insônia, mas você tem que dedicar algum tempo experimentando-os até encontrar aquele que melhor funciona no seu caso. Sempre o primeiro passo é descobrir se sua insônia é causada por um problema de saúde subjacente ou alguma causa externa, como um ambiente de sono ruim, e corrigir esse problema. O próximo passo é otimizar a higiene do sono e fazer mudanças no estilo de vida que contribuam para um descanso de alta qualidade.  

Medicamentos para a Insônia

Existem diferentes tipos de pílulas para dormir que ajudam você a adormecer mais rapidamente e a permanecer neste estado, mas nenhuma delas é uma solução de longo prazo. Muitos remédios para dormir tornam-se menos eficazes com o tempo de uso, o que pode levar ao abuso e à dependência deles para dormir. É melhor considerar as pílulas para dormir apenas como parte de uma solução de longo prazo, que deve ser focada em terapias e mudanças no estilo de vida. 

Alguns medicamentos podem fazer você se sentir grogue na manhã seguinte ou ter outros efeitos colaterais.  

Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) para insônia ensina como quebrar seu ciclo, superando a ansiedade pelo sono e aprendendo a relaxar. A TCC é conduzida por um terapeuta, geralmente uma vez por semana, durante 2-3 meses. A maioria das pessoas que experimenta TCC para insônia acha que ela é tão eficaz quanto a medicação, e que persiste por muito mais tempo. 

Com a TCC, você aprenderá técnicas de relaxamento, estratégias para ajudá-lo a controlar sua ansiedade por adormecer e melhores hábitos de sono.

Você pode tentar a restrição do sono, que limita a quantidade de tempo que pode passar na cama e elimina todos os cochilos durante o dia, para ficar cansado o suficiente e dormir adequadamente à noite. 

Às vezes, a terapia com luz é usada como parte da TCC, para redefinir o relógio corporal e ajudá-lo a reconhecer que chegou a hora de dormir. 

Terapias Alternativas, Suplementos e Auxiliares de Sono

Algumas pessoas com insônia recorrem às terapias alternativas, como hipnose, acupuntura, meditação e yoga.

O suporte alternativo ao sono inclui:

  • Melatonina
  • Estrato ou chá de valeriana
  • Suplementos de L-triptofano
  • Anti-histamínicos 
  • Fitoterápicos

Os remédios naturais e à base de plantas não são regulamentados pelo FDA. Portanto, seu poder pode variar e eles podem não corresponder à publicidade. Além disso, alguns auxiliares do sono interagem mal com alguns medicamentos prescritos. Você deve sempre consultar seu médico antes de começar a usar um novo produto. 

Mudanças no Estilo de Vida

Por conta própria, você pode fazer muita coisa para desenvolver hábitos saudáveis e obter o descanso necessário. Aqui estão algumas das principais maneiras de melhorar sua saúde do sono:

  • Não faça refeições pesadas pouco antes de dormir, pois isso pode causar uma azia que o manterá acordado.
  • Evite estimulantes como cafeína, nicotina e refrigerantes como Coca-Cola ou Pepsi. Algumas pessoas são mais sensíveis a essas substâncias e precisam parar de tomá-las no início do dia para poder dormir bem à noite.
  • Evite fazer exercícios exaustivos algumas horas antes de ir dormir.
  • Verifique se nenhum dos seus medicamentos, como remédios para resfriado ou alergia vendidos sem receita, tem a insônia como efeito colateral.
  • Não beba álcool pouco antes de ir dormir. Embora possa ajudá-lo a adormecer, também faz com que você durma mais levemente e acorde muito cedo.
  • Determine a melhor hora de ir dormir, a qual o ajude a relaxar antes de dormir. Pode ser útil ouvir música tranquila, tomar um banho quente ou ler um livro.
  • Evite usar computadores ou smartphones pouco antes de ir dormir, porque a luz azul da tela afeta os sinais que seu cérebro envia ao seu corpo na preparação para dormir.
  • Prepare um ambiente propício ao sono, com a temperatura certa, escuro e silencioso. Tire todas as distrações do seu quarto, incluindo TV ou computador, tornando-o um lugar exclusivo para dormir.
  • Estabeleça um horário de sono regular para que você durma e acorde na mesma hora todos os dias, inclusive nos fins de semana e feriados. Isso ajuda seu corpo a se preparar para dormir, liberando os hormônios certos a tempo.
  • Tente evitar cochilos durante o dia, mesmo se estiver cansado. Isso pode prejudicar o ciclo de sono do seu corpo e dificultar ainda mais o descanso na noite seguinte.

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