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A Cannabis Pode Ajudar a Tratar a Demência?

Visão Geral

A cannabis tem sido usada para tratar doenças há milhares de anos. Mudanças legislativas e descobertas científicas recentes levaram a um renascimento da pesquisa médica sobre os compostos ativos da planta e seus efeitos no sistema nervoso humano. Pesquisas mostraram que pacientes com demência podem se beneficiar de um curto tratamento com canabinoides, os quais podem até impedir a progressão da doença de Alzheimer.

O Sistema Endocanabinoide

Os sintomas neuropsiquiátricos da demência são difíceis de tratar, especialmente a agitação. Eles são uma das principais causas de deterioração da qualidade de vida, hospitalizações constantes e aumento da morbidade e mortalidade, além de dificultar o relacionamento com familiares e cuidadores. Estudos na última década sugerem que tanto os canabinoides sintéticos quanto os naturais (fitocanabinoides) podem aliviar esses sintomas persistentes. Atualmente, vários estudos clínicos amplos estão em andamento e podem fornecer evidências mais conclusivas.

A maioria das pessoas com demência acaba por experimentar sintomas neuropsiquiátricos (SNP) como agitação, agressividade, apatia, distúrbios de locomoção e alimentação no curso da doença. Esses sintomas têm grandes impactos sobre a doença e a mortalidade de pessoas com demência, muitas vezes exigindo medicação adicional, hospitalização e atendimento institucionalizado. E isso, por sua vez, afeta a saúde de seus cuidadores. O tratamento atual do NPS inclui intervenções comportamentais não farmacológicas e tratamento farmacológico adicional com medicamentos indicados para outras finalidades, como antipsicóticos de segunda geração (também conhecidos como “atípicos”), antidepressivos e antiepiléticos. Infelizmente, essas drogas não são muito eficazes nestes casos e também podem provocar efeitos colaterais incapacitantes. Existe um amplo consenso entre clínicos, pacientes, cuidadores e formuladores de políticas da necessidade premente de opções terapêuticas alternativas para esses sintomas debilitantes.

O sistema endocanabinoide (SE) humano apareceu recentemente no radar para o tratamento dos sintomas de demência. O SE possui três elementos principais:

  1. Endocanabinoides, que são moléculas canabinoides produzidas dentro do corpo.
  2. Receptores localizados na superfície das células humanas, que se ligam aos canabinoides e transmitem sinais intercelulares. Os receptores mais estudados são os CB1, nas células cerebrais, e os CB2, no sistema imunológico e nas células sanguíneas.
  3. Enzimas, as quais decompõem os canabinoides.

Tanto os fitocanabinoides quanto os sintéticos podem se ligar aos receptores do SE, alterando a comunicação neural via neurotransmissores como acetilcolina, GABA (ácido gama-aminobutírico), dopamina e serotonina. A atividade interrompida do neurotransmissor acetilcolina no cérebro, por exemplo, prejudica diretamente processos como aprendizado, memória, sono reparador e outras funções cognitivas. Realmente, muitos dos sintomas de demência estão relacionados à interrupção atividade da acetilcolina (neuromuscular), e esse neurotransmissor é o principal alvo dos atuais medicamentos para demência. Decididamente, o SEC tem demonstrado a capacidade de modular a comunicação neural associada à acetilcolina (bem como a outros neurotransmissores importantes), um entendimento que levou os cientistas a avaliar se a manipulação do sistema endocanabinoide pode ser usada para aliviar os sintomas de demência ou até mesmo retardar a progressão da doença. Ensaios clínicos mostram que os canabinoides são seguros para pessoas com demência.

Ensaios clínicos randomizados e controlados fornecem a evidência mais confiável sobre a segurança e eficácia dos tratamentos médicos. Nos últimos 20 anos, apenas sete desses estudos avaliaram a eficácia dos canabinoides para o SNP nos vários tipos de demência, e a maioria deles apresentou importantes falhas metodológicas. Conduzir testes clínicos com cannabis tem sido extremamente desafiador devido ao status legal histórico da planta.  

Em 1997, um grupo dos EUA relatou que pacientes com doença de Alzheimer que receberam Dronabinol por via oral, duas vezes por dia durante seis semanas, experimentaram aumento do apetite e redução do comportamento perturbado, conforme avaliado pelos cuidadores (pontuação CMAI). Resultados similares foram posteriormente relatados em dois pacientes com Alzheimer aos quais foi ministrada uma dose similar durante apenas duas semanas. 

Vários estudos mais aprofundados foram realizados na Holanda em 2015 e 2017 (um outro estudo, de 2015, pode ser encontrado aqui), nos quais pacientes com diferentes tipos de demência receberam THC sintético duas ou três vezes ao dia por períodos de quatro dias a 12 semanas. Embora esses estudos tenham sugerido que o tratamento é seguro em termos de efeitos colaterais indesejados, não houve melhorias clinicamente significativas em uma ampla gama de sintomas de demência.

Ainda assim, de acordo com um artigo científico recente sobre o uso de canabinoides nos sintomas de demência, os resultados preliminares são encorajadores. Os estudos envolveram pessoas com diferentes tipos de demência e essa amostragem “heterogênea” pode mascarar efeitos clínicos significativos. Além disso, o uso de doses relativamente pequenas de THC e a coadministração de outros medicamentos tornam ainda mais difícil chegar a conclusões sólidas.

Em maio de 2019, um grupo canadense tentou resolver algumas dessas deficiências. Este estudo, bem controlado e estatisticamente consistente, incluiu 40 participantes, todos com diagnóstico da doença de Alzheimer. Ele revelou que uma dose semelhante de THC sintético era eficaz no tratamento da agitação. Quarenta e cinco por cento dos pacientes deste estudo, no entanto, experimentaram sedação, mas não em níveis que exigissem a interrupção do tratamento.

Demência e Cannabis

A tese de que os canabinoides podem aliviar os sintomas neuropsiquiátricos de demência parece intuitivamente correta, pois a cannabis é amplamente usada para relaxamento e redução da ansiedade devido a seus efeitos farmacológicos e neurobiológicos no cérebro humano. Mas alguns cientistas imaginam que os canabinoides também podem ser úteis como moduladores da própria neurodegeneração, que é a principal neuropatologia da demência. 

Pesquisadores veem o potencial do canabidiol (CBD) na prevenção da progressão da doença de Alzheimer. O CBD tem toxicidade muito baixa, é rapidamente distribuído e pode passar através da barreira hematoencefálica. Vários estudos oferecem evidências de que esse fitocanabinoide realmente possui várias propriedades, incluindo efeitos de neuroproteção, anti-inflamatórios e antioxidantes, todos estes fatores importantes para retardar a neurodegeneração.

Infelizmente, até o momento não houve nenhum ensaio clínico avaliando o potencial terapêutico do CBD na demência. Mas ensaios em laboratórios de animais e culturas de células mostraram que as combinações de CBD e THC/CBD podem reduzir a produção e o acúmulo de proteínas prejudiciais e placas ( e tau), que causam neurodegeneração na doença de Alzheimer. Em vários estudos, um curto curso de tratamento com CBD em camundongos revelou a redução da destruição de neurônios no hipocampo (uma área do cérebro envolvida na formação da memória) e a promoção da formação de novas células. Além de proteger os neurônios, o CBD também apresentou efeitos terapêuticos comportamentais impedindo o aparecimento da deficiência de reconhecimento social em camundongos adultos de laboratório com doenças semelhantes ao Alzheimer. Como o jornal Behavioural Pharmacology resumiu de forma otimista, “o CBD poderia muito bem proporcionar alívio sintomático e/ou impedir a progressão da doença em pacientes com Alzheimer”.

No Reino Unido, um grande ensaio clínico em pacientes com demência teve início no final de 2019, e espera-se que forneça evidências mais consistentes sobre a eficácia do canabinoide no tratamento sintomático da doença. O estudo seria o primeiro a usar um spray bucal à base de cannabis contendo THC e CBD (Nabiximols). Atualmente, outro grande ensaio clínico em Israel está em andamento e deverá terminar em meados de 2020. Este estudo seria o primeiro a empregar um óleo de cannabis de uso medicinal de engenharia local (Avidekel), cujo principal ingrediente é o CBD.

Os ensaios clínicos randomizados são rigorosamente regulamentados e fornecem um alto nível de evidência, mas também consomem tempo e têm fome de recursos. Por esse motivo, pesquisadores e médicos também usam estudos de coorte e relatos de casos para tentar avaliar a utilidade de uma terapia. 

Vários desses estudos apontam mais claramente para os canabinoides como tratamentos eficazes para o SNP na demência. Em 2014, uma corte de 40 pacientes com diferentes tipos de demência mostrou-se menos agitada e agressiva, e mais descansada após uma dose mais alta de um análogo de THC daquele usado em ensaios clínicos. Dois anos depois, uma equipe israelense relatou resultados semelhantes num grupo de 11 pacientes com Alzheimer, que receberam óleo de cannabis medicinal (contendo uma dose semelhante de THC e quantidades variáveis de canabidiol) em doses semelhantes por 28 dias. Em 2019, um hospital em Genebra forneceu evidências de que uma dose mais alta de extrato de cannabis por via oral com THC e CBD, administrada por dois meses com um aumento gradual da dose, foi bem tolerada e melhorou bastante as questões comportamentais, a rigidez muscular e os cuidados diários em 10 pacientes do sexo feminino com demência. Finalmente, vários casos anedóticos de relatórios de pacientes tratados com doses variáveis de análogos do THC relataram reduções nos sintomas comportamentais e psicológicos da demência.

Sobre a Demência

Visão Geral

A demência é geralmente considerada uma doença ou síndrome única, mas na verdade é uma maneira de descrever um grupo de sintomas que podem ter várias causas diferentes. Demência refere-se a um declínio na capacidade cognitiva e comportamental, grave o suficiente para interferir na vida diária. 

A demência afeta cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, ou de 5 a 8% da população em geral com mais de 60 anos, incluindo 850 mil pessoas no Reino Unido. Aproximadamente 10 milhões de pacientes são diagnosticados com demência a cada ano. À medida que nossa população envelhece, a demência torna-se cada vez mais comum. Já é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo. Como doença, afeta não apenas o indivíduo enfermo, mas também os entes queridos ao seu redor. 

Existem alguns tipos diferentes de demência. A maioria deles é progressiva, o que significa que piora com o tempo, mas alguns tipos de demência são reversíveis e podem ser curados com tratamento.

Os tipos mais comuns de demência são:

  • Doença de Alzheimer: ocorre quando placas de proteínas beta-amiloides e emaranhados de proteínas fibrosas se acumulam no cérebro, danificando neurônios saudáveis. Estima-se que 60-70% das pessoas com demência têm a doença de Alzheimer ou uma combinação de Alzheimer com algum outro tipo de mal.
  • Demência vascular: ocorre quando os vasos sanguíneos que transportam sangue para o cérebro são danificados ou ocluídos, levando à morte de células cerebrais. 
  • Demência com corpos de Lewy: refere-se a grupos anormais de proteínas, chamados “corpos de Lewy”, que são encontrados no cérebro de pessoas com demência com corpos de Lewy, Alzheimer ou Parkinson.
  • Demência frontotemporal: é quando as células nervosas nas áreas frontal e temporal do cérebro se decompõem.
  • Demência mista: exibe elementos de outros tipos de demências. A maioria das causas de demência é mista, geralmente uma combinação de Alzheimer e demência vascular.

Sintomas

Os sintomas exatos da demência podem variar, dependendo do seu tipo, mas todos compartilham certos sintomas principais:

  • Perda de memória, particularmente a de curto prazo
  • Dificuldade na comunicação e linguagem, como esquecimento de palavras comuns
  • Esforço para se concentrar e manter o foco
  • Perda de discernimento e raciocínio
  • Percepção visual reduzida

 

Alguns outros sintomas de demência incluem:

  • Mudanças na personalidade
  • Comportamento inadequado
  • Depressão e ansiedade
  • Agitação e inquietação
  • Alucinações 
  • Paranoia

Pessoas com demência tendem a ter dificuldade em gerenciar tarefas complexas, como encontrar uma carteira e pagar uma conta, esforçam-se para reconhecer novos rostos e tem dificuldade para lembrar de compromissos. Elas geralmente ficam confusas em ambientes desconhecidos ou quando confrontadas com várias tarefas interligadas, como planejar e preparar uma refeição.

Quando Consultar um Médico?

Muitas pessoas lutam contra a perda de memória à medida que envelhecem e, portanto, a dificuldade em lembrar pode ser apenas parte de um envelhecimento normal e não necessariamente demência. Mas se alguém que você ama tem um problema de memória notável, juntamente com a perda de habilidades de raciocínio e qualquer outro dos principais sintomas da demência, é importante procurar um médico. A avaliação precoce torna possível o tratamento das prováveis causas evitáveis de demência, permitindo tratamentos e terapias que aproveitam ao máximo o tempo do indivíduo antes que a doença progrida.

Diagnóstico

É difícil diagnosticar demência porque muitos dos seus sintomas se sobrepõem a problemas médicos comuns. Além de fazer um histórico médico completo, realizar um exame físico e revisar seus sintomas, o médico provavelmente pedirá que o doente faça vários testes para identificar qual tipo de demência existente. Esses incluem:

  • Testes cognitivos e de memória, e uma avaliação neurológica, para medir sua perda de função e estabelecer uma referência para acompanhar a progressão da doença.
  • Tomografia computadorizada e ressonância magnética para verificar a evidência de um derrame ou sangramento no cérebro, possível causa dos seus sintomas.
  • TEP (Tomografia por Emissão de Pósitrons), para verificar se há depósitos de proteínas amiloides, uma marca registrada da doença de Alzheimer.
  • Exames de sangue para problemas médicos que podem estar afetando a função cerebral, como uma tireoide subativa ou deficiência de vitamina B-12.
  • Avaliação psiquiátrica de problemas de saúde mental que podem estar contribuindo para seus sintomas.

Talvez você seja encaminhado a um neurologista ou outro especialista para diagnosticar qual o seu tipo de demência. 

Causas

Os cientistas sabem que a demência é provocada por alterações nas células cerebrais, mas ninguém sabe exatamente suas causas. Embora a demência se torne mais comum à medida que você envelhece, algumas pessoas podem viver 100 anos sem experimentar seus sintomas. Uma quantidade significativa de pesquisa é dedicada a encontrar a causa e possíveis soluções para a demência. 

Existem alguns distúrbios que frequentemente levam à demência, incluindo:

  • A doença de Huntington, que é causada por uma mutação genética que faz com que as células nervosas do cérebro e da medula espinhal se esgotem, causando sintomas de demência.
  • A doença de Parkinson geralmente leva a sintomas de demência.
  • Lesões cerebrais traumáticas (TCE ou traumatismo cranioencefálico), causadas por traumas repetitivos ou graves no cérebro, podem provocar sintomas de demência, embora estes possam não aparecer mesmo vários anos após a lesão.
  • A doença de Creutzfeldt-Jakob é um distúrbio cerebral raro que também causa sintomas de demência.

Às vezes, os sintomas de demência podem ser resultado de fatores reversíveis e desaparecem quando a causa subjacente é tratada. Estes podem incluir:

  • Transtornos do humor, como ansiedade e depressão. De fato, às vezes a depressão severa é diagnosticada como pseudodemência, porque os sinais e sintomas se sobrepõem tanto que podem ser indistinguíveis.
  • Efeitos colaterais da sua medicação.
  • O sistema imunológico do seu corpo ataca infecções ou funciona mal no ataque a células nervosas.
  • Metabolismo desequilibrado, como baixo nível de açúcar no sangue, muito pouco ou muito cálcio e sódio na corrente sanguínea, ou tireoide hipoativa.
  • Desidratação
  • Deficiências vitamínicas, como falta de vitaminas do complexo B, cobre e tiamina.
  • Hematomas subdurais ou sangramento no cérebro.
  • Tumores cerebrais.
  • Toxinas ambientais como chumbo, pesticidas, uso pesado de álcool ou certas drogas.
  • Hipóxia, quando seus órgãos não recebem oxigênio suficiente devido a um ataque de asma, ataque cardíaco ou envenenamento por monóxido de carbono.

 

Não está claro se você pode evitar o desenvolvimento de demência, mas existem algumas maneiras de diminuir seu risco:

  • Faça exercícios regularmente
  • Mantenha uma dieta rica em vegetais e pobre em carnes e laticínios
  • Evite ingestão excessiva de álcool
  • Tome medidas para diminuir sua pressão arterial e os níveis de colesterol
  • Evite a obesidade e perca peso, se necessário
  • Pare de fumar
  • Procure aprender coisas novas e manter relacionamentos sociais ativos
  • Garanta um sono saudável e trate as causas do sono ruim

Tratamento

Se você tem demência, não há como curá-la ou interrompê-la. As mudanças no estilo de vida, conforme descrito acima, podem potencialmente retardar sua progressão. Medicamentos prescritos podem ajudar a lidar com isso. Muitas pessoas acham que a combinação certa de medicamentos, terapias, suplementos nutricionais e mudanças no estilo de vida pode retardar a progressão dos sintomas de demência e aumentar sua independência.

 

Medicação 

Existem muito poucos medicamentos que tratam a demência em si. As principais opções são:

  • Inibidores da colinesterase, como donepezil (Aricept), rivastigmina (Exelon) e galantamina (Razadyne), que retardam a progressão da demência. Eles são usados principalmente para tratar a doença de Alzheimer.
  • Menatina (Namenda), que regula a atividade do glutamato envolvido em muitos processos cerebrais. 

O seu médico também pode prescrever medicamentos que tratam alguns dos sintomas da demência, como remédios para ajudar a combater a insônia, depressão, alucinações, agitação ou parkinsonismo.

Terapias Alternativas

Várias terapias comportamentais e cognitivas podem ajudar a reduzir o impacto da demência:

  • A terapia ocupacional ensina as pessoas com demência a lidar melhor com seus sintomas e evitar quedas e lesões.
  • A terapia de estimulação cognitiva (TCE) geralmente é realizada como terapia de grupo para melhorar suas habilidades de resolução de problemas, linguagem e memória.
  • A reabilitação cognitiva treina você para usar outras partes do cérebro que ainda estão funcionando para compensar as partes que foram danificadas.

Várias terapias como aromaterapia, musicoterapia, massagem terapêutica, petoterapia e arteterapia também podem ajudar. 

Tratamentos Alternativos

Embora não haja evidências claras, algumas pessoas afirmam que certos suplementos nutricionais e remédios à base de plantas podem ajudar a retardar a demência. Estes incluem curcumina (extrato de açafrão), ginkgo biloba, vitamina E e óleos de peixe ômega-3.

Tratamentos de Estilo de Vida

Mudanças no seu estilo de vida podem ajudar bastante a combater os efeitos da demência. Estas podem incluir:

  • Exercícios, especialmente métodos como ioga e tai chi, que fortalecem os músculos e melhoram o equilíbrio e a coordenação. 
  • Dieta, particularmente a dieta MIND, rica em fibras, vegetais de folhas verdes, grãos integrais, peixe oleoso e azeite de oliva. Evite frituras, alimentos processados, carne vermelha e gordura hidrogenada.
  • Criar rituais e hábitos mais fáceis de lembrar e que ajudem a acalmar a agitação e a paranoia.
Home > Quadros Clinicos > Demência
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10 min

A Cannabis Pode Ajudar a Tratar a Demência?

por Aviad Hadar

Sep 22, 2019

Visão Geral

A cannabis tem sido usada para tratar doenças há milhares de anos. Mudanças legislativas e descobertas científicas recentes levaram a um renascimento da pesquisa médica sobre os compostos ativos da planta e seus efeitos no sistema nervoso humano. Pesquisas mostraram que pacientes com demência podem se beneficiar de um curto tratamento com canabinoides, os quais podem até impedir a progressão da doença de Alzheimer.

O Sistema Endocanabinoide

Os sintomas neuropsiquiátricos da demência são difíceis de tratar, especialmente a agitação. Eles são uma das principais causas de deterioração da qualidade de vida, hospitalizações constantes e aumento da morbidade e mortalidade, além de dificultar o relacionamento com familiares e cuidadores. Estudos na última década sugerem que tanto os canabinoides sintéticos quanto os naturais (fitocanabinoides) podem aliviar esses sintomas persistentes. Atualmente, vários estudos clínicos amplos estão em andamento e podem fornecer evidências mais conclusivas.

A maioria das pessoas com demência acaba por experimentar sintomas neuropsiquiátricos (SNP) como agitação, agressividade, apatia, distúrbios de locomoção e alimentação no curso da doença. Esses sintomas têm grandes impactos sobre a doença e a mortalidade de pessoas com demência, muitas vezes exigindo medicação adicional, hospitalização e atendimento institucionalizado. E isso, por sua vez, afeta a saúde de seus cuidadores. O tratamento atual do NPS inclui intervenções comportamentais não farmacológicas e tratamento farmacológico adicional com medicamentos indicados para outras finalidades, como antipsicóticos de segunda geração (também conhecidos como “atípicos”), antidepressivos e antiepiléticos. Infelizmente, essas drogas não são muito eficazes nestes casos e também podem provocar efeitos colaterais incapacitantes. Existe um amplo consenso entre clínicos, pacientes, cuidadores e formuladores de políticas da necessidade premente de opções terapêuticas alternativas para esses sintomas debilitantes.

O sistema endocanabinoide (SE) humano apareceu recentemente no radar para o tratamento dos sintomas de demência. O SE possui três elementos principais:

  1. Endocanabinoides, que são moléculas canabinoides produzidas dentro do corpo.
  2. Receptores localizados na superfície das células humanas, que se ligam aos canabinoides e transmitem sinais intercelulares. Os receptores mais estudados são os CB1, nas células cerebrais, e os CB2, no sistema imunológico e nas células sanguíneas.
  3. Enzimas, as quais decompõem os canabinoides.

Tanto os fitocanabinoides quanto os sintéticos podem se ligar aos receptores do SE, alterando a comunicação neural via neurotransmissores como acetilcolina, GABA (ácido gama-aminobutírico), dopamina e serotonina. A atividade interrompida do neurotransmissor acetilcolina no cérebro, por exemplo, prejudica diretamente processos como aprendizado, memória, sono reparador e outras funções cognitivas. Realmente, muitos dos sintomas de demência estão relacionados à interrupção atividade da acetilcolina (neuromuscular), e esse neurotransmissor é o principal alvo dos atuais medicamentos para demência. Decididamente, o SEC tem demonstrado a capacidade de modular a comunicação neural associada à acetilcolina (bem como a outros neurotransmissores importantes), um entendimento que levou os cientistas a avaliar se a manipulação do sistema endocanabinoide pode ser usada para aliviar os sintomas de demência ou até mesmo retardar a progressão da doença. Ensaios clínicos mostram que os canabinoides são seguros para pessoas com demência.

Ensaios clínicos randomizados e controlados fornecem a evidência mais confiável sobre a segurança e eficácia dos tratamentos médicos. Nos últimos 20 anos, apenas sete desses estudos avaliaram a eficácia dos canabinoides para o SNP nos vários tipos de demência, e a maioria deles apresentou importantes falhas metodológicas. Conduzir testes clínicos com cannabis tem sido extremamente desafiador devido ao status legal histórico da planta.  

Em 1997, um grupo dos EUA relatou que pacientes com doença de Alzheimer que receberam Dronabinol por via oral, duas vezes por dia durante seis semanas, experimentaram aumento do apetite e redução do comportamento perturbado, conforme avaliado pelos cuidadores (pontuação CMAI). Resultados similares foram posteriormente relatados em dois pacientes com Alzheimer aos quais foi ministrada uma dose similar durante apenas duas semanas. 

Vários estudos mais aprofundados foram realizados na Holanda em 2015 e 2017 (um outro estudo, de 2015, pode ser encontrado aqui), nos quais pacientes com diferentes tipos de demência receberam THC sintético duas ou três vezes ao dia por períodos de quatro dias a 12 semanas. Embora esses estudos tenham sugerido que o tratamento é seguro em termos de efeitos colaterais indesejados, não houve melhorias clinicamente significativas em uma ampla gama de sintomas de demência.

Ainda assim, de acordo com um artigo científico recente sobre o uso de canabinoides nos sintomas de demência, os resultados preliminares são encorajadores. Os estudos envolveram pessoas com diferentes tipos de demência e essa amostragem “heterogênea” pode mascarar efeitos clínicos significativos. Além disso, o uso de doses relativamente pequenas de THC e a coadministração de outros medicamentos tornam ainda mais difícil chegar a conclusões sólidas.

Em maio de 2019, um grupo canadense tentou resolver algumas dessas deficiências. Este estudo, bem controlado e estatisticamente consistente, incluiu 40 participantes, todos com diagnóstico da doença de Alzheimer. Ele revelou que uma dose semelhante de THC sintético era eficaz no tratamento da agitação. Quarenta e cinco por cento dos pacientes deste estudo, no entanto, experimentaram sedação, mas não em níveis que exigissem a interrupção do tratamento.

Demência e Cannabis

A tese de que os canabinoides podem aliviar os sintomas neuropsiquiátricos de demência parece intuitivamente correta, pois a cannabis é amplamente usada para relaxamento e redução da ansiedade devido a seus efeitos farmacológicos e neurobiológicos no cérebro humano. Mas alguns cientistas imaginam que os canabinoides também podem ser úteis como moduladores da própria neurodegeneração, que é a principal neuropatologia da demência. 

Pesquisadores veem o potencial do canabidiol (CBD) na prevenção da progressão da doença de Alzheimer. O CBD tem toxicidade muito baixa, é rapidamente distribuído e pode passar através da barreira hematoencefálica. Vários estudos oferecem evidências de que esse fitocanabinoide realmente possui várias propriedades, incluindo efeitos de neuroproteção, anti-inflamatórios e antioxidantes, todos estes fatores importantes para retardar a neurodegeneração.

Infelizmente, até o momento não houve nenhum ensaio clínico avaliando o potencial terapêutico do CBD na demência. Mas ensaios em laboratórios de animais e culturas de células mostraram que as combinações de CBD e THC/CBD podem reduzir a produção e o acúmulo de proteínas prejudiciais e placas ( e tau), que causam neurodegeneração na doença de Alzheimer. Em vários estudos, um curto curso de tratamento com CBD em camundongos revelou a redução da destruição de neurônios no hipocampo (uma área do cérebro envolvida na formação da memória) e a promoção da formação de novas células. Além de proteger os neurônios, o CBD também apresentou efeitos terapêuticos comportamentais impedindo o aparecimento da deficiência de reconhecimento social em camundongos adultos de laboratório com doenças semelhantes ao Alzheimer. Como o jornal Behavioural Pharmacology resumiu de forma otimista, “o CBD poderia muito bem proporcionar alívio sintomático e/ou impedir a progressão da doença em pacientes com Alzheimer”.

No Reino Unido, um grande ensaio clínico em pacientes com demência teve início no final de 2019, e espera-se que forneça evidências mais consistentes sobre a eficácia do canabinoide no tratamento sintomático da doença. O estudo seria o primeiro a usar um spray bucal à base de cannabis contendo THC e CBD (Nabiximols). Atualmente, outro grande ensaio clínico em Israel está em andamento e deverá terminar em meados de 2020. Este estudo seria o primeiro a empregar um óleo de cannabis de uso medicinal de engenharia local (Avidekel), cujo principal ingrediente é o CBD.

Os ensaios clínicos randomizados são rigorosamente regulamentados e fornecem um alto nível de evidência, mas também consomem tempo e têm fome de recursos. Por esse motivo, pesquisadores e médicos também usam estudos de coorte e relatos de casos para tentar avaliar a utilidade de uma terapia. 

Vários desses estudos apontam mais claramente para os canabinoides como tratamentos eficazes para o SNP na demência. Em 2014, uma corte de 40 pacientes com diferentes tipos de demência mostrou-se menos agitada e agressiva, e mais descansada após uma dose mais alta de um análogo de THC daquele usado em ensaios clínicos. Dois anos depois, uma equipe israelense relatou resultados semelhantes num grupo de 11 pacientes com Alzheimer, que receberam óleo de cannabis medicinal (contendo uma dose semelhante de THC e quantidades variáveis de canabidiol) em doses semelhantes por 28 dias. Em 2019, um hospital em Genebra forneceu evidências de que uma dose mais alta de extrato de cannabis por via oral com THC e CBD, administrada por dois meses com um aumento gradual da dose, foi bem tolerada e melhorou bastante as questões comportamentais, a rigidez muscular e os cuidados diários em 10 pacientes do sexo feminino com demência. Finalmente, vários casos anedóticos de relatórios de pacientes tratados com doses variáveis de análogos do THC relataram reduções nos sintomas comportamentais e psicológicos da demência.

Sobre a Demência

Visão Geral

A demência é geralmente considerada uma doença ou síndrome única, mas na verdade é uma maneira de descrever um grupo de sintomas que podem ter várias causas diferentes. Demência refere-se a um declínio na capacidade cognitiva e comportamental, grave o suficiente para interferir na vida diária. 

A demência afeta cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, ou de 5 a 8% da população em geral com mais de 60 anos, incluindo 850 mil pessoas no Reino Unido. Aproximadamente 10 milhões de pacientes são diagnosticados com demência a cada ano. À medida que nossa população envelhece, a demência torna-se cada vez mais comum. Já é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo. Como doença, afeta não apenas o indivíduo enfermo, mas também os entes queridos ao seu redor. 

Existem alguns tipos diferentes de demência. A maioria deles é progressiva, o que significa que piora com o tempo, mas alguns tipos de demência são reversíveis e podem ser curados com tratamento.

Os tipos mais comuns de demência são:

  • Doença de Alzheimer: ocorre quando placas de proteínas beta-amiloides e emaranhados de proteínas fibrosas se acumulam no cérebro, danificando neurônios saudáveis. Estima-se que 60-70% das pessoas com demência têm a doença de Alzheimer ou uma combinação de Alzheimer com algum outro tipo de mal.
  • Demência vascular: ocorre quando os vasos sanguíneos que transportam sangue para o cérebro são danificados ou ocluídos, levando à morte de células cerebrais. 
  • Demência com corpos de Lewy: refere-se a grupos anormais de proteínas, chamados “corpos de Lewy”, que são encontrados no cérebro de pessoas com demência com corpos de Lewy, Alzheimer ou Parkinson.
  • Demência frontotemporal: é quando as células nervosas nas áreas frontal e temporal do cérebro se decompõem.
  • Demência mista: exibe elementos de outros tipos de demências. A maioria das causas de demência é mista, geralmente uma combinação de Alzheimer e demência vascular.

Sintomas

Os sintomas exatos da demência podem variar, dependendo do seu tipo, mas todos compartilham certos sintomas principais:

  • Perda de memória, particularmente a de curto prazo
  • Dificuldade na comunicação e linguagem, como esquecimento de palavras comuns
  • Esforço para se concentrar e manter o foco
  • Perda de discernimento e raciocínio
  • Percepção visual reduzida

 

Alguns outros sintomas de demência incluem:

  • Mudanças na personalidade
  • Comportamento inadequado
  • Depressão e ansiedade
  • Agitação e inquietação
  • Alucinações 
  • Paranoia

Pessoas com demência tendem a ter dificuldade em gerenciar tarefas complexas, como encontrar uma carteira e pagar uma conta, esforçam-se para reconhecer novos rostos e tem dificuldade para lembrar de compromissos. Elas geralmente ficam confusas em ambientes desconhecidos ou quando confrontadas com várias tarefas interligadas, como planejar e preparar uma refeição.

Quando Consultar um Médico?

Muitas pessoas lutam contra a perda de memória à medida que envelhecem e, portanto, a dificuldade em lembrar pode ser apenas parte de um envelhecimento normal e não necessariamente demência. Mas se alguém que você ama tem um problema de memória notável, juntamente com a perda de habilidades de raciocínio e qualquer outro dos principais sintomas da demência, é importante procurar um médico. A avaliação precoce torna possível o tratamento das prováveis causas evitáveis de demência, permitindo tratamentos e terapias que aproveitam ao máximo o tempo do indivíduo antes que a doença progrida.

Diagnóstico

É difícil diagnosticar demência porque muitos dos seus sintomas se sobrepõem a problemas médicos comuns. Além de fazer um histórico médico completo, realizar um exame físico e revisar seus sintomas, o médico provavelmente pedirá que o doente faça vários testes para identificar qual tipo de demência existente. Esses incluem:

  • Testes cognitivos e de memória, e uma avaliação neurológica, para medir sua perda de função e estabelecer uma referência para acompanhar a progressão da doença.
  • Tomografia computadorizada e ressonância magnética para verificar a evidência de um derrame ou sangramento no cérebro, possível causa dos seus sintomas.
  • TEP (Tomografia por Emissão de Pósitrons), para verificar se há depósitos de proteínas amiloides, uma marca registrada da doença de Alzheimer.
  • Exames de sangue para problemas médicos que podem estar afetando a função cerebral, como uma tireoide subativa ou deficiência de vitamina B-12.
  • Avaliação psiquiátrica de problemas de saúde mental que podem estar contribuindo para seus sintomas.

Talvez você seja encaminhado a um neurologista ou outro especialista para diagnosticar qual o seu tipo de demência. 

Causas

Os cientistas sabem que a demência é provocada por alterações nas células cerebrais, mas ninguém sabe exatamente suas causas. Embora a demência se torne mais comum à medida que você envelhece, algumas pessoas podem viver 100 anos sem experimentar seus sintomas. Uma quantidade significativa de pesquisa é dedicada a encontrar a causa e possíveis soluções para a demência.

Existem alguns distúrbios que frequentemente levam à demência, incluindo:

  • A doença de Huntington, que é causada por uma mutação genética que faz com que as células nervosas do cérebro e da medula espinhal se esgotem, causando sintomas de demência.
  • A doença de Parkinson geralmente leva a sintomas de demência.
  • Lesões cerebrais traumáticas (TCE ou traumatismo cranioencefálico), causadas por traumas repetitivos ou graves no cérebro, podem provocar sintomas de demência, embora estes possam não aparecer mesmo vários anos após a lesão.
  • A doença de Creutzfeldt-Jakob é um distúrbio cerebral raro que também causa sintomas de demência.

Às vezes, os sintomas de demência podem ser resultado de fatores reversíveis e desaparecem quando a causa subjacente é tratada. Estes podem incluir:

  • Transtornos do humor, como ansiedade e depressão. De fato, às vezes a depressão severa é diagnosticada como pseudodemência, porque os sinais e sintomas se sobrepõem tanto que podem ser indistinguíveis.
  • Efeitos colaterais da sua medicação.
  • O sistema imunológico do seu corpo ataca infecções ou funciona mal no ataque a células nervosas.
  • Metabolismo desequilibrado, como baixo nível de açúcar no sangue, muito pouco ou muito cálcio e sódio na corrente sanguínea, ou tireoide hipoativa.
  • Desidratação
  • Deficiências vitamínicas, como falta de vitaminas do complexo B, cobre e tiamina.
  • Hematomas subdurais ou sangramento no cérebro.
  • Tumores cerebrais.
  • Toxinas ambientais como chumbo, pesticidas, uso pesado de álcool ou certas drogas.
  • Hipóxia, quando seus órgãos não recebem oxigênio suficiente devido a um ataque de asma, ataque cardíaco ou envenenamento por monóxido de carbono.

 

Não está claro se você pode evitar o desenvolvimento de demência, mas existem algumas maneiras de diminuir seu risco:

  • Faça exercícios regularmente
  • Mantenha uma dieta rica em vegetais e pobre em carnes e laticínios
  • Evite ingestão excessiva de álcool
  • Tome medidas para diminuir sua pressão arterial e os níveis de colesterol
  • Evite a obesidade e perca peso, se necessário
  • Pare de fumar
  • Procure aprender coisas novas e manter relacionamentos sociais ativos
  • Garanta um sono saudável e trate as causas do sono ruim

Tratamento

Se você tem demência, não há como curá-la ou interrompê-la. As mudanças no estilo de vida, conforme descrito acima, podem potencialmente retardar sua progressão. Medicamentos prescritos podem ajudar a lidar com isso. Muitas pessoas acham que a combinação certa de medicamentos, terapias, suplementos nutricionais e mudanças no estilo de vida pode retardar a progressão dos sintomas de demência e aumentar sua independência.

 

Medicação 

Existem muito poucos medicamentos que tratam a demência em si. As principais opções são:

  • Inibidores da colinesterase, como donepezil (Aricept), rivastigmina (Exelon) e galantamina (Razadyne), que retardam a progressão da demência. Eles são usados principalmente para tratar a doença de Alzheimer.
  • Menatina (Namenda), que regula a atividade do glutamato envolvido em muitos processos cerebrais. 

O seu médico também pode prescrever medicamentos que tratam alguns dos sintomas da demência, como remédios para ajudar a combater a insônia, depressão, alucinações, agitação ou parkinsonismo.

Terapias Alternativas

Várias terapias comportamentais e cognitivas podem ajudar a reduzir o impacto da demência:

  • A terapia ocupacional ensina as pessoas com demência a lidar melhor com seus sintomas e evitar quedas e lesões.
  • A terapia de estimulação cognitiva (TCE) geralmente é realizada como terapia de grupo para melhorar suas habilidades de resolução de problemas, linguagem e memória.
  • A reabilitação cognitiva treina você para usar outras partes do cérebro que ainda estão funcionando para compensar as partes que foram danificadas.

Várias terapias como aromaterapia, musicoterapia, massagem terapêutica, petoterapia e arteterapia também podem ajudar. 

Tratamentos Alternativos

Embora não haja evidências claras, algumas pessoas afirmam que certos suplementos nutricionais e remédios à base de plantas podem ajudar a retardar a demência. Estes incluem curcumina (extrato de açafrão), ginkgo biloba, vitamina E e óleos de peixe ômega-3.

Tratamentos de Estilo de Vida

Mudanças no seu estilo de vida podem ajudar bastante a combater os efeitos da demência. Estas podem incluir:

  • Exercícios, especialmente métodos como ioga e tai chi, que fortalecem os músculos e melhoram o equilíbrio e a coordenação. 
  • Dieta, particularmente a dieta MIND, rica em fibras, vegetais de folhas verdes, grãos integrais, peixe oleoso e azeite de oliva. Evite frituras, alimentos processados, carne vermelha e gordura hidrogenada.
  • Criar rituais e hábitos mais fáceis de lembrar e que ajudem a acalmar a agitação e a paranoia.

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