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A Cannabis Pode Ajudar no Tratamento do Câncer?

por William Dolphin

Oct 7, 2019

Visão Geral

O uso de cannabis como terapia complementar para o tratamento do câncer tem sido aventado por oncologistas para seus pacientes. No entanto, ainda é mais provável que amigos e familiares o sugiram, uma vez que as pesquisas mostram que é por este meio que a maioria das informações sobre o uso medicinal da cannabis são compartilhadas.

Muitas pessoas que lutam contra o câncer usam cannabis ou medicamentos que contêm canabinoides, os compostos ativos primários da planta, para aliviar os efeitos colaterais da quimioterapia e dos tratamentos de radiação, incluindo náusea, vômito, perda de apetite e dor. Alguns até o usam para combater diretamente os tumores do câncer.

A aplicação da cannabis medicinal para o tratamento dos efeitos colaterais do tratamento ao câncer é uma das mais comuns. As evidências nesta página são baseadas principalmente em dois relatórios científicos abrangentes encomendados pelo governo dos EUA: o relatório de 1999 do Institutes of Medicine (IOM) e o relatório de 2017 da National Academies of Science Engineering and Medicine (NASEM). O relatório do NASEM reflete as conclusões unânimes de 16 especialistas renomados que revisaram sistematicamente mais de 24.000 estudos publicados desde o relatório da OIM e são considerados um recurso definitivo sobre o estado da pesquisa sobre cannabis e os canabinoides que ela contém. Ambos os relatórios descobriram que a cannabis pode ter um papel no tratamento do câncer como cuidados paliativos para náusea, vômito e dor.

Outra fonte confiável é o National Cancer Institute (NCI), uma divisão do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, que classifica a cannabis como método de Medicina Alternativa e Complementar. Especialistas desta instituição observaram que, além de reduzir os efeitos colaterais dos tratamentos contra o câncer, a cannabis para uso medicinal pode reduzir a ansiedade e melhorar o sono, dois aspectos que podem ajudar os pacientes no combate à doença.

O Sistema Endocanabinoide

A busca de como a cannabis afeta o organismo levou à descoberta, na década de 1990, do sistema endocanabinoide (SE). Pesquisas recentes revelaram que o ECS é um regulador importante o qual modulo tudo, desde o metabolismo e o humor até o sono e a função imunológica. Por esse motivo, os pesquisadores do NIH concluíram que o SE pode ser o veículo para o tratamento de praticamente todas as doenças humanas, incluindo o câncer.

O SE desempenha um papel importante em muitos aspectos do câncer e de seu tratamento, incluindo a experiência de náusea, vômito e dor. Ele também modula a resposta imune à medida que o câncer se desenvolve e o corpo tenta combatê-lo.

O SE é responsável pela homeostase, ou seja, o equilíbrio dos sistemas do organismo, de modo que seu estado geral influencia a maneira como experimentamos dor, fome e náusea. São necessárias mais pesquisas para identificar completamente os mecanismos pelos quais isso acontece, mas as evidências indicam que o estado geral do SE é responsável pela regulação de náuseas e vômitos. Por exemplo, o bloqueio de receptores canabinoides produz náusea e vômito em humanos e animais. Da mesma forma, as pessoas que sofrem de enjoo por movimento têm a função do SE mais reduzida do que aquelas que não sofrem.

A dor é transmitida através dos sistemas nervoso central, autônomo e periférico, e identificou-se que os receptores canabinoides desempenham um papel claro na modulação da sinalização da dor em cada um desses sistemas. Os receptores canabinoides são proeminentes na área da medula espinhal que processa sensações como a dor. Eles também estão presentes nas áreas periféricas do organismo, particularmente nas camadas da pele, onde modulam a dor.

Embora ainda haja muito a aprender sobre os mecanismos de combate a tumores desempenhados pelos canabinoides, os cientistas descreveram algumas das maneiras pelas quais o SE o faz. A ativação de receptores canabinoides cria substâncias químicas que induzem a dois tipos de morte celular em vários tipos de câncer, incluindo glioma, melanoma, hepático, pancreático e de mama. A maneira pela qual os receptores canabinoides ajudam no combate à disseminação das células cancerígenas e podem limitar o fluxo sanguíneo para os tumores envolve “cascatas” complexas de substâncias químicas que ainda não foram totalmente compreendidas. No entanto, sua capacidade de fazê-lo já está bem definida por estudos de laboratório com animais e em linhas de células cancerígenas.

Cannabis e Quimio

A quimioterapia tem efeitos colaterais importantes e graves. A simples ideia de iniciar uma nova rodada de tratamento pode induzir os pacientes à náusea e ao vômito. É um dos tratamentos mais detestáveis ​​na medicina. Limitar e solucionar esses efeitos colaterais traria uma melhora drástica na qualidade de vida das pessoas submetidas à quimioterapia, e poderia até melhorar significativamente a adesão a esse tipo de tratamento.

Náusea e Vômito

A cannabis é um dos medicamentos mais antigos para o tratamento de náuseas, e as análises do IOM e do NASEM de estudos realizados desde a década de 1970 concluíram que a planta é eficaz no controle de náuseas e vômitos. Estudos revelaram também que as pessoas geralmente preferem medicamentos à base de cannabis a antieméticos farmacêuticos.

Isso condiz com os ensaios clínicos que levaram a FDA (Food and Drug Administration) dos EUA a determinar o THC como seguro e eficaz no tratamento de náuseas e vômitos resultantes da quimioterapia. O FDA aprovou dois medicamentos com THC, o dronabinol (MarinolTM / SyndrosTM) e a nabilona (CesametTM), que são versões sintéticas do THC, disponíveis em comprimidos e líquido.

Embora esses medicamentos aprovados pela FDA contenham o mesmo ingrediente ativo que a maioria dos produtos de marijuana para uso medicinal, eles não são os mesmos na prática. Os medicamentos aprovados pela FDA são tomados por via oral, mas pode ser impossível manter os medicamentos orais para alguém que está vomitando incontrolavelmente. Eles também têm um atraso no início da ação, demorando uma hora ou mais para proporcionar alívio, e o ajuste da dose pode ser difícil. A náusea também diminui drasticamente a absorção, dificultando o impacto dos medicamentos tomados por via oral. Por outro lado, a cannabis inalada oferece os mesmos efeitos terapêuticos em segundos, permitindo absorção mais eficiente, alívio mais rápido e maior controle de dosagem.

Muitas pessoas relatam que produtos medicinais de plantas completas funcionam melhor e com menos efeitos colaterais do que os produtos farmacêuticos de canabinoide único. Isso pode ser por causa da maneira como as centenas de compostos ativos na planta trabalham juntas terapeuticamente.

Dor Crônica

A dor é de longe a condição de qualificação mais recorrente para os mais de 3 milhões de americanos atualmente registrados nos programas estaduais de cannabis para uso medicinal. O tratamento da dor com cannabis para uso medicinal tem sido foco de mais de 20 de ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos, controlados por placebo, envolvendo milhares de participantes. Esses estudos com alto padrão de excelência mostraram que a cannabis para uso medicinal é bem tolerada e pode oferecer pelo menos alívio moderado para a maioria dos tipos de dor associada ao câncer e seu tratamento, incluindo a dor neuropática de difícil tratamento. O NASEM e o NCI encontraram evidências conclusivas ou substanciais para o uso de cannabis ou medicamentos canabinoides no tratamento da dor crônica.

Muitos dos estudos com pessoas que usam cannabis inalada para tratar dores foram conduzidos pelo Center for Medicinal Cannabis Research, um grupo de cientistas universitários. Seus estudos tiveram como alvo a dor neuropática de várias fontes, incluindo lesão medular, diabetes e HIV. Eles também testaram a cannabis em experimentos em que induziram dor, os quais demonstraram uma relação direta com dosagem: as doses de THC mais baixas aliviaram a dor, mas as mais altas resultaram em hiperalgesia, aumentando a sensibilidade à dor. Em todos os casos, a cannabis inalada e doses menores foram eficazes no controle da dor.

A cannabis também pode funcionar bem em combinação com outros analgésicos. Estudos mostram que a cannabis para uso medicinal pode tornar os opioides mais eficazes em doses mais baixas. Um “efeito de substituição” no qual os pacientes reduzem o uso de opioides após a adição de cannabis para uso medicinal foi identificado em pesquisas e em um estudo com pessoas que convivem com a dor. Um estudo sobre os padrões de prescrição de opioides nos EUA mostrou reduções significativas no número de prescrições depois que os Estados lançaram seu programas de cannabis medicinal.

Propriedades para o Combate ao Tumor

À medida que mais pessoas vivendo com câncer se voltam para a cannabis como tratamento, relatos episódicos demonstram sucesso na redução de tumores e até trazem casos de remissão. Esses relatórios são consistentes com centenas de estudos de laboratório com modelos animais de câncer e linhas celulares de câncer humano. O National Cancer Institute lista informações sobre alguns desses estudos pré-clínicos que demonstram as propriedades antitumorais dos canabinoides.

Os cientistas identificaram várias maneiras pelas quais os canabinoides atuam seletivamente nas células cancerígenas, incluindo o fechamento do suprimento de sangue para os tumores, impedindo a disseminação das células cancerígenas e reprogramando as células cancerígenas para morrer. Os canabinoides demonstraram ser eficazes no combate a muitos tipos de câncer, incluindo os do cérebro, pele, sangue, mama, cólon, fígado e pulmão.

Apenas alguns ensaios em humanos tentaram usar cannabis medicinal para combater diretamente tumores de câncer, mas os resultados foram promissores e se alinharam aos relatos episódicos e aos muitos estudos pré-clínicos. Muitas pessoas que usam a cannabis para combater o câncer tomam doses relativamente altas de THC na forma de extratos orais: até 1.000mg/ dia, cerca de 100 vezes a dose-padrão de 10mg. Aumentar até uma dose nesse intervalo pode ser desafiador, pois doses mais altas têm maior probabilidade de produzir efeitos psicoativos que podem ser desagradáveis. Com a experiência, muitas pessoas aprendem como compensar esses efeitos. Assim como outros efeitos terapêuticos, os estudos indicam que o THC e o CBD em combinação têm mais sucesso o combate aos tumores.

Assim como os canabinoides parecem eficazes ao destruir seletivamente células tumorais, eles também podem atuar para proteger células saudáveis. Os cientistas especulam que os efeitos anti-inflamatórios e anti-proliferação dos canabinoides ajudam a proteger contra vários tipos de câncer.

Isenção de Responsabilidade

O conteúdo do site The Cannigma tem fins puramente informativos. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Sempre consulte um médico profissional experiente com conhecimento em cannabis antes de iniciar um tratamento.

Sobre os Tratamentos de Câncer

Visão Geral

O câncer é um grupo de doenças que provoca o crescimento anormal das células com potencial de invadir ou se espalhar para outras partes do corpo, levando à morte. Mais de 100 tipos de câncer afetam seres humanos e 14 milhões de doentes são diagnosticados por ano. Os tipos mais comuns de câncer são o de pulmão e de próstata em homens, e câncer de mama, de pulmão e colorretal em mulheres. É uma das principais causas de morte no mundo.

Algumas causas do câncer são evitáveis. Uma em cada cinco mortes causadas por câncer está relacionada ao uso do tabaco. Outros 10% se devem à obesidade, falta de atividade física ou consumo excessivo de álcool. Outros casos estão relacionados a infecções (especialmente nos países em desenvolvimento), além de poluição ambiental e exposição à radiação ionizante. O risco de câncer aumenta significativamente com a idade. Também sabemos que a dieta aumenta o risco de desenvolver câncer.

A maioria dos cânceres é inicialmente diagnosticada por causa do aparecimento de sinais ou sintomas, ou por meio de triagem. As pessoas com suspeita de câncer são investigadas com checagens médicas, que incluem exames físicos, de sangue, por imagem e biópsias.

Às vezes, o câncer pode ser prevenido com a adoção de um estilo de vida saudável, principalmente com uma dieta equilibrada e exercícios, e evitando fatores de risco conhecidos, como o fumo. Isso também pode aumentar as chances de sobrevivência. Algumas vacinas, como as que previnem o vírus do papiloma humano ou a hepatite B, diminuem ou previnem infecções que podem levar ao câncer. Há até relatos de que o processo de cura do câncer está ligado ao pensamento positivo, meditação ou apoio da medicina alternativa.

Quimioterapia

Um dos métodos de tratamento do câncer é a quimioterapia, muitas vezes abreviada como “quimio”. É um tratamento que visa eliminar o câncer do organismo ao impedir que muitas células se reproduzam de maneira descontrolada. As células cancerígenas tendem a se reproduzir mais do que as células normais em nosso corpo; portanto, a quimioterapia geralmente as atinge primeiro, embora muitas células normais também sejam atacadas pelo tratamento.

Razões pelas quais se recomenda a quimioterapia:

  • Diminuição de um tumor antes da radioterapia ou cirurgia: também chamada de “quimioterapia neoadjuvante”
  • Destruição das células cancerígenas remanescentes após cirurgia ou radioterapia: também chamada de “quimioterapia adjuvante”
  • Eliminação de células cancerígenas que tenham retornado: ou para impedir que elas se espalhem para outras partes do corpo
  • Otimização do efeito de outras terapias: podem ser biológicas ou de radiação

Em geral, existem quatro tipos de medicamentos quimioterápicos:

  • Agentes alquilantes matam as células em diferentes estágios do seu ciclo de vida
  • Antimetabólitos imitam as proteínas de que as células precisam para sobreviver, mas não oferecem benefícios reais, fazendo que elas “morram de fome”
  • Alcalóides vegetais impedem que as células cresçam e se dividam
  • Antibióticos antitumorais que, como o próprio nome sugere, impedem a reprodução das células

Os medicamentos podem ser ministrados diretamente na corrente sanguínea para se espalharem por todo o corpo, ou direcionados para as áreas específicas nas quais o câncer está presente. As cirurgias e terapias de radiação, por outro lado, têm como alvo áreas específicas.

As doses de quimioterapia baseiam-se no peso corporal, e diferem para crianças e adultos. Para garantir ainda mais a segurança do paciente, a quimioterapia é frequentemente ministrada em ciclos para abrandar reações adversas, que geralmente são inevitáveis. Os períodos entre os ciclos permitem que as células normais e o corpo se recuperem.

Os agentes de quimioterapia geralmente danificam as células do coração, rins, bexiga, pulmões e sistema nervoso, e existem medicamentos que podem ser tomados com a quimioterapia para ajudar a proteger as células normais do corpo. No entanto, as que apresentam maior probabilidade de serem danificadas pela quimioterapia são as células produtoras de sangue na medula óssea, folículos capilares, células da boca, trato digestivo e sistema reprodutivo.

Efeitos Colaterais da Quimio

A quimio é um tratamento agressivo. Como um processo que elimina células dentro do corpo, a quimioterapia não está livre de causar efeitos colaterais. No entanto, a gravidade destes depende da condição médica, sexo, idade e risco de infecção durante o processo. Entre os sintomas mais comuns estão:

    • Náusea e vômito: afetam a mais de 70% dos pacientes. Para ajudar a gerenciar esses efeitos colaterais, medicamentos antieméticos são frequentemente administrados, bem como gengibre ou suplementos de gengibre.
    • Queda de cabelo: após algumas semanas de tratamento, o cabelo pode cair ou ficar fino em diferentes partes do corpo. Algumas pessoas podem optar por usar perucas para camuflar a perda de cabelo.
    • Fadiga: pode estar presente durante todo o processo ou apenas após certas atividades. A maioria das quimioterapias causa fadiga em um determinado grau em praticamente todos os indivíduos. Além disso, os pacientes devem notificar os médicos sobre seus sintomas, pois eles podem indicar outras reações adversas potencialmente perigosas, como a anemia.
    • Deficiência auditiva: a quimioterapia pode levar à perda auditiva temporária ou permanente.
    • Baixa contagem de glóbulos brancos: os glóbulos brancos são o principal componente do sistema imunológico do corpo e respondem pela capacidade de combater infecções. A quimioterapia geralmente destrói essas células e deixa o organismo desprotegido frente a infecções que, em outra situação, seriam normalmente combatidas. Para minimizar esse risco, recomendam-se antibióticos, evitar o contato com pessoas com infecções ativas e manter a higiene pessoal.
    • Baixa contagem de plaquetas no sangue e hemorragias: isso conduz a problemas de coagulação e sangramento. As plaquetas são responsáveis ​​por interromper os sangramentos e, sem elas, podemos sangrar indefinidamente. Se a contagem cair abaixo de um determinado limiar, é necessário realizar a transfusão de sangue.
    • Baixa contagem de glóbulos vermelhos e anemia:  baixos níveis de glóbulos vermelhos indicam que menos oxigênio está sendo transportado para todos os tecidos do corpo. A anemia pode causar cansaço constante e falta de ar. Se a anemia for grave, pode ser necessária uma transfusão sanguínea de emergência. Costuma-se perscrever a eritropoietina, uma droga que estimula a produção de glóbulos vermelhos. Comer fontes de ferro, como vegetais de folhas verdes, feijão, carne e nozes pode minimizar o risco de anemia.
    • Mucosite: a inflamação da membrana mucosa pode afetar qualquer parte do sistema digestivo, incluindo boca, estômago e intestinos. Os sintomas começam sete a dez dias após o tratamento e podem se manifestar como dor na cavidade bucal. Úlceras podem aparecer no revestimento da boca, o que transforma o ato de comer em um momento doloroso e desconfortável.
    • Perda de apetite: isso pode ser resultado da quimioterapia ou do próprio câncer. Quem sofre de câncer pode perder uma quantidade significativa de peso, massa muscular e tornar-se muito magro, carecendo de nutrientes básicos. Em casos extremos, nos quais o paciente internado é incapaz de comer pela via normal, emprega-se um tubo de alimentação.
    • Gravidez e fertilidade: a libido se esvai durante a quimioterapia. Ao mesmo tempo, a fertilidade em ambos os sexos pode ser reduzida dependendo do programa de tratamento. Ambos geralmente retornam ao final do tratamento. Assim, se você está pensando em ter filhos no futuro, cogite congelar seu esperma ou embriões. A quimioterapia é geralmente evitada durante a gravidez para evitar emissões perigosas ao feto.
    • Problemas intestinais: diarréia e constipação são comuns nos primeiros dias após o tratamento, pois o corpo expulsa do organismo as células danificadas. Às vezes, eles podem continuar durante todo o tratamento quimioterápico.
    • Problemas de saúde cognitiva e mental: três em cada quatro pacientes relatam problemas de raciocínio e memória de curto prazo durante o tratamento. Alguns relatam esse efeito por meses ou anos após o término da quimioterapia. Pode haver incidência de depressão, muito embora ela possa ser causada tanto pela doença em si quanto pelo tratamento. 

A quimioterapia pode ter outros efeitos, dependendo do gênero do paciente. O tratamento pode interromper a menstruação (menopausa) entre as mulheres, o que leva a ondas de calor e pele seca. Com menos de 40 anos, pode enfraquecer os ossos a longo prazo e causar osteoporose. A quimioterapia também pode diminuir a contagem de espermatozóides, o que pode levar a infertilidade temporária ou permanente.

Estima-se que dois em cada três sobreviventes de câncer na infância experimentam alguns efeitos colaterais tardios adicionais, como problemas cardíacos e risco aumentado de ataque cardíaco. Também podem ter problemas no fígado, nos rins, nos vasos sanguíneos (incluindo risco aumentado de derrame) e nos pulmões. A quimioterapia também pode retardar o crescimento ósseo. Outros possíveis problemas futuros são catarata, obesidade, infertilidade, problemas de memória e perda de audição e visão.

Algumas pessoas experimentam efeitos colaterais raros. Isso inclui alterações na cor da pele, inchaço nas mãos e pés, alterações na personalidade (incluindo agressividade) e danos permanentes nos nervos, que podem se manifestar como intensos calafrios ou formigamentos.

Tratamento

Antes da terapia

Embora a lista de possíveis efeitos colaterais possa parecer muito longa, alguns pacientes podem não apresentar a maioria, ou mesmo nenhum deles. Outros os percebem durante as primeiras semanas de tratamento, e relatam que ficam mais intensos a cada novo ciclo. Antes do início do tratamento, consulte o seu médico sobre os efeitos colaterais a observar e como preveni-los ou controlá-los.

Como o câncer e os efeitos colaterais da quimioterapia podem afetar seu humor, também é prudente cuidar da saúde mental com a ajuda de um terapeuta, psicólogo ou até mesmo um grupo de apoio ao câncer. Os pacientes geralmente se beneficiam enormemente com esse suporte, mesmo que seja como ação preventiva.

Terapias Complementares

Algumas clínicas oferecem tratamentos alternativos e complementares, além de terapias médicas convencionais. Eles são comprovadamente seguros e eficazes em estudos científicos e podem ajudar no gerenciamento de efeitos colaterais e na melhoria da qualidade de vida.

As terapias complementares comuns incluem meditação, relaxamento e massagem. Para reduzir a náusea e a fadiga relacionadas à quimioterapia, muitos pacientes experimentam a acupuntura. Observe que alguns tratamentos podem interferir nos efeitos da quimioterapia ou piorar seus efeitos colaterais. Portanto, consulte seu médico antes de experimentá-los.

Dicas para Gerenciar a Fadiga

A quimioterapia pode causar anemia, deixá-lo exausto ou deprimido. Terapia, técnicas de relaxamento, exercícios, apoio de amigos e familiares, grupos de apoio organizados e, às vezes, farmacoterapia podem ajudá-lo a sentir-se um pouco melhor ao longo do tratamento. Em alguns tipos de câncer, a simples prática de exercícios físicos pode melhorar a taxa de sobrevivência e até mesmo impedir o reaparecimento da doença.

É muito saudável pedir e aceitar ajuda. Amigos e familiares podem ajudá-los nas compras, na condução e nas tarefas domésticas em geral. Fale sobre o impacto do tratamento em seu local de trabalho. Alguns empregadores costumam permitir que pacientes em quimioterapia trabalhem em horários flexíveis ou remotamente durante ou após o tratamento. Alguns podem até permitir que você entre em recesso até o tratamento terminar.

Dicas para Lidar com Náuseas e Diminuição do Apetite

Consulte o seu médico, ou talvez um nutricionista, para planejar uma dieta para antes, durante e depois de receber a quimioterapia.

É comum durante a quimioterapia experimentar diarréia e constipação. Para ajudar a evitá-los, coma alimentos cozidos. Evite peixe, carne e ovos crus e lave bem as frutas e legumes. Alimentos ricos em fibras podem ajudar, como pães e macarrão integrais. Se alimentos sólidos estão causando muitos problemas na digestão, tente bebidas enriquecidas com leite em pó, iogurte ou soja.

Não sobrecarregue os intestinos e beba bastante líquido, quente e frio. Limite os que estimulam o intestino, como álcool, suco de frutas, refrigerantes e chá ou café. Além disso, evite alimentos que possam agravar feridas na boca, como alimentos condimentados e ácidos, e deixe de fumar.

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